Webinar da Swiss Re Corporate Solutions destaca riscos que devem ser mitigados na retomada das operações

Quanto mais conscientes dos riscos, mais preparados para lidar com eles e, consequentemente, menores serão os impactos na sociedade. Está tem sido a filosofia da Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, dedicada a mapear e analisar os riscos mundiais. Um dos estudos dedicados a isso chama-se Sonar. “O Sonar é capaz de identificar riscos novos, mutáveis e não previstos que a indústria de re/seguros e seus clientes precisam ter no radar. Com isso, todos podem ficar à frente dos desafios para tomar decisões sustentáveis e resilientes nos negócios”, comentou Caroline Rodrigues Cabral, economista do Instituto Swiss Re, na abertura do webinar “Retomada das operações suspensas – acidentes maiores à frente?”, realizado em julho.

Em 2013, o risco da disseminação alta de doenças contagiosas constava nos principais riscos emergentes. Em 2015, o estudo trazia o alerta de uma pandemia global que poderia afetar as cadeias de produção e impactar os mercados financeiros. Em 2017, novamente pandemia foi abordado de forma mais enfática, com o questionamento sobre como a sociedade estaria preparada para lidar com ela. “Se tivéssemos nos preparados para a pandemia, listada no Sonar em 2013, 2015 e 2017, não estaríamos onde estamos hoje com a Covid 19”, ressaltou.

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Estamos sentindo os efeitos drásticos desde o final de 2019 até hoje. As bolsas só se recuperaram rapidamente porque tivemos boas notícias de uma vacina em tempo recorde. “Mesmo assim, a perda de PIB global foi de quase 4% em 2020 e já contabilizamos, até julho de 2021, mais de 4 milhões de mortes em todo o mundo. Desde então, vivemos com uma incerteza elevada e enquanto a pandemia continuar, esta história não mudará. O que torna mais evidente que estar ciente dos riscos nos ajuda a se preparar para o futuro”, reforça Caroline

Um dos riscos emergentes, trazidos no Sonar 2021, é “Retomada das operações suspensas – acidentes maiores à frente?”, que foi o tema do webinar. A pandemia trouxe à luz novos riscos e exposições. Empresas de diversos setores foram obrigadas a cortar orçamentos e a reduzir suas operações. E agora, com a retomada das operações, como evitar os riscos de acidentes? 

Fabio Magalhães, Head Risk Engineering Services Americas Swiss Re Corporate Solutions, destacou no webinar a importância de ter um check list antes da retomada em atividades industriais. “Este é um momento crucial, pois é quando costuma ocorrer o maior número de problemas após um período inativo, que podem ocasionar incêndio, explosão e quebra de máquinas”, diz. Segundo ele, cerca de 40% a 50% dos incidentes envolvendo a retomada sucedem durante a partida de equipamentos que ficaram parados por um determinado tempo. Outro dados estatístico relevante citado por Magalhaes é que cerca de 80% a 90% dos grandes sinistros ocorrem por erros humanos.

Por isso é importante que todos os treinamentos e procedimentos sejam revisados antes da retomada da operação, alerta. “Há coisas óbvias, que envolvem bom senso, que precisam ser seguidas, pois um acidente de grande proporção geralmente é causado por uma série conjugada de pequenos eventos”, comenta. A primeira coisa é estar preparado para lidar com pequenos eventos, como avaliar alterações no processo depois da parada. Outra é ter as pessoas chaves responsáveis por operar o equipamento presentes no momento da retomada. “Todos devem também garantir que a manutenção tenha sido mantida mesmo durante a parada”, recomenda.

Silvio Steinberg, Head Patrimonial & Riscos de Engenharia Brasil, faz os mesmos alertas. “Muitas industrias reduziram o número de pessoas em trabalho. Com a retomada, a principal agenda é priorizar o que precisa ser feito, e certamente o treinamento dos funcionários e a manutenção dos sistemas, principalmente de incêndios. Os clientes têm de garantir que os sistemas de prevenção de incêndio estão funcionamento de forma adequada”.

Rafael Rodrigues, Head Subscrição Standard (Massificados) Brasil, destacou que as principais preocupações dos clientes está em ter uma apólice adequada ao risco. Com a pandemia, hotéis e shoppings, por exemplo, tiveram risco reduzido pelo fechamento ou pelas restrições de circulação. “O corretor teve um papel importante recomendando a redução das coberturas e não o cancelamento das apólices. E agora, com o programa de vacinação avançando, o risco volta a ser considerado novamente com o maior fluxo de pessoas circulando nestes estabelecimentos”, explica. O executivo também destacou que o armazenamento de mercadorias e danos elétricos são pontos importantes para os corretores chamarem a atenção de seus clientes.”

O diferencial da Swiss Re neste momento da retomada está na compreensão da situação do cliente. “Temos engenheiros altamente especializados para solucionar problemas e prover uma cobertura que traga tranquilidade para a retomada das operações”, enfatiza Magalhaes. Segundo ele, uma forma rápida de se obter informações para uma retomada segura seja da indústria como do comércio é acessar o portal da Swiss Re. “Lá é possível encontrar estudos de prevenções para diversos segmentos. Outra forma é contactar algum membro da equipe para que os temas possam ser discutidos caso a caso”.

Assista o webinar na íntegra no portal da Swiss Re Corporate Solutions.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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