RIMS 2010 começa neste domingo em Boston

boston1Estou em Boston, Estados Unidos, a convite da AON Brasil. O objetivo desta viagem é difundir a indústria de seguros mundial e assim contribuir para que indivíduos, empresas e governo tenham mais informações deste mercado que movimenta mais de US$ 4 trilhões em prêmios anualmente para garantir contratos comprados por indivíduos, famílias, empresas e governos, que buscam no setor formas de mitigar os riscos da sociedade moderna.

Neste ano, o governo do Chile já recebeu indenização de um fundo de catástrofe comprado junto às resseguradoras para ajudar a recuperar o país diante de perdas tão inesperadas e volumosas. No Chile, as perdas econômicas superam os US$ 30 bilhões. Além do governo, a população também já recebe das seguradoras a indenização para retomar a vida. A estimativa é de que as indenizações de seguros somem algo próximo de US$ 7 bilhões. Já no Haiti, infelizmente, o seguro é pouquíssimo contratado. No Brasil, o custo das seguradoras com as chuvas no Rio de Janeiro foi estimado em R$ 60 milhões pelo Sincor-RJ.

Como risco é uma palavra comum a todos no mundo hoje, nada melhor do que discutir quais são os riscos da sociedade moderna, como as mudanças climáticas influenciam a vida das pessoas e o que o setor de seguros tem feito e planeja fazer para minimizar os efeitos da natureza, quais as lições que podemos tirar da crise, quais as soluções que as corretoras, seguradoras e resseguradoras têm para proteger a sociedade.

Todos esses assuntos e como a sociedade pode comprar essas proteções de uma forma mais adequada ao perfil de risco e por um preço mais acessível é o objetivo da RIMS Annual Conference Boston 2010, que tem como principal público os gerentes de riscos das maiores empresas do mundo.

O evento começa no domingo, 25, com atividades sociais. De segunda, 26, a quinta, 29, são dezenas de palestras diariamente, com os mais renovados especialistas e executivos do mundo. Para assisti-los, mais de 10 mil participantes reunidos no Boston Convention & Exhibition Center.

O Brasil não pode ignorar esses debates, uma vez que após dois anos de abertura do resseguro é afetado pelas tendências do mercado internacional. Toda e qualquer movimentação global traz influências para os negócios a partir de agora. Ainda mais que já está provado que o país não é mais imune a catástrofes naturais e pode ter perdas significativas se os projetos de infraestrutura não decolarem ou se não tiverem um bom gerenciamento de risco e garantias. Veja só a Copa 2014. Já temos mudanças a vista em razão da falta de tempo de preparar o país para o sucesso.

Diante desde panorama, a AON quer levar a seus clientes, fornecedores e parceiros no Brasil as principais tendências desta indústria. Ter uma população mais consciente dos riscos e de como pode comprar esses riscos ajudará a fazer com que o Brasil cresça de forma sustentável. Para isso, o grupo me contratou para levar informação a todos que não puderam vir. Espero poder ajudar a divulgar o setor com esta cobertura, que começa amanhã. Agora vou comprar a listinha de pedidos da filhota e de alguns amigos. See you.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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