Artigo: marketing da longevidade

Temos múltiplas gerações convivendo, nas empresas e famílias, mas profissionais da indústria publicitária precisam considerar melhor essa transformação presente e futura

Alexandre Nogueira, diretor de marketing do Grupo Bradesco Seguros*

A cada dia a sociedade se conscientiza mais quanto à necessidade de se preparar para uma vida mais longeva.

No Brasil, segundo o IBGE (2022), a expectativa de vida atingiu 75,5 anos, sendo que no início da década de 1950 a média em escala global era inferior a 50 anos (de acordo com relatório do Fórum Econômico Mundial).

Temos, atualmente, múltiplas gerações convivendo, nas empresas e famílias. Esse convívio intergeracional que estamos vivenciando certamente trará um aprendizado sem precedentes, com benefícios mais evidentes no futuro, perante o poder transformacional que essa relação entre gerações tem o potencial de promover.

O nosso País está envelhecendo rapidamente. Os “60+” já são, e serão, cada vez mais, relevantes em termos de opinião, poder aquisitivo e influência.

Diante desse contexto, o mercado publicitário pode e deve realizar ações de marketing e de comunicação que considerem essa transformação presente e futura.

Destinar parte importante do planejamento com foco em um “Marketing da Longevidade” passa a ser estrategicamente importante e pode fazer toda a diferença nos resultados de médio e longo prazo das empresas.

Importante esclarecer que quando falamos de “Marketing da Longevidade”, estamos falando de ações de comunicação e marketing destinadas não apenas às pessoas 60+, mas a todos que estão e valorizam a jornada para a longevidade, principalmente pessoas a partir dos 30 anos, que a cada dia querem saber mais e se preparar melhor para uma vida longa e feliz.

Então, como podemos definir esse “Marketing da Longevidade”? Apresento aqui minha singela definição: são estratégias, ações e ativações que têm como objetivo promover marcas, produtos ou serviços voltados para o objetivo de trazer informações, conteúdos e apoio para quem pretende viver mais e melhor, considerando atitudes saudáveis ao longo da jornada da vida.

As ações de “Marketing da Longevidade” podem incluir a criação de conteúdo, gerenciamento de redes sociais, por exemplo, sensibilizando as pessoas com relação aos quatro pilares essenciais, conforme definição de especialistas sobre o tema, para uma vida mais longa e melhor: long life learning; alimentação e práticas saudáveis; planejamento financeiro; e convívio social.

É fundamental que a estratégia adotada para esse tipo de marketing seja planejada e executada por um grupo intergeracional, com capacidade empática que permita a adoção de uma linguagem relevante e envolvente sobre o assunto, aproveitando o contexto em que as pessoas, cada vez mais cedo, estão ficando interessadas em saber e aprender sobre como podem mudar seus hábitos para viver mais e melhor.

Tenho a convicção de que, diante da importância desse tema, esse debate estará cada dia mais presente nas conversas familiares e em escolas e universidades. Isso porque abrange um público gigantesco e para quem as empresas têm muito para falar e que demanda pesquisa e ciência de dados para que seja praticado um marketing assertivo.

Os profissionais de marketing têm um papel relevante para motivar uma convivência cada vez mais salutar e, também, para obter resultados nas comunicações. Afinal, não é um tema passageiro, é um tema que vai permanecer, daqui para frente, no dia a dia e nos grandes fóruns de debate da sociedade mundial.

Então, vamos promover ainda mais a cultura da longevidade. Vamos praticar uma comunicação “com” e “para” as pessoas que querem viver mais e melhor.

Vamos praticar o “Marketing da Longevidade”!

*este artigo foi originalmente publicado no Meio e Mensagem

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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