Boletim IRB+Mercado aponta que prêmios emitidos alcançaram R$ 12 bilhões, alta de 13,3% no mês de novembro

Sinistralidade geral do setor cresceu 4,8 pontos percentuais na comparação com 2020

A 15ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência divulgado hoje (02/02), mostra que, em novembro de 2021, houve crescimento dos prêmios emitidos pelas seguradoras em todos os seis segmentos analisados. O destaque ficou por conta de Crédito e Garantia que, após dois meses de retração, registrou a maior variação positiva: 45,2%. Ao todo, o faturamento do setor no penúltimo mês do ano passado chegou a R$ 12 bilhões, um avanço de 13,3% frente a igual período de 2020. No acumulado de 2021, os prêmios emitidos totalizaram R$ 128,2 bilhões, o que representa alta de 14,1% em relação ao ano anterior. 

A sinistralidade geral do setor também cresceu em novembro. A alta, na comparação com o mesmo mês de 2020, chegou a 4,8 pontos percentuais (p.p.). No acumulado de 2021, o índice aumentou 6,8 p.p. em relação à taxa dos 11 primeiros meses de 2020, resultando em 50,3%. Os segmentos com as sinistralidades mais elevadas do ano passado até aqui são Rural (77,2%) e Automóvel (61,9%). Apesar do lucro líquido do setor de seguros ter crescido 26,1% em novembro, no acumulado o resultado é 44,6% menor que em 2020. 

Por segmento, em novembro, Crédito e Garantia chegou a R$ 436 milhões em prêmios emitidos. Em seguida, Automóvelsomou R$ 3,5 bilhões (+17%); Danos e Responsabilidades, R$ 2 bilhões (+14,6%); Individual Contra Danos, R$ 1,1 bilhão (10,9%); e Rural, R$ 635 milhões (+9,3%). O segmento de Vida, que detém 36,3% do mercado de seguros, faturou R$ 4,3 bilhões (+8,8%). 

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 17/01, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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