Para mais de 34% dos CEOs do setor segurador, negócios não deverão voltar à normalidade até o ano que vem

62% dos líderes de seguradoras estão interessados em efetuar fusões e aquisições no próximo ano, com três principais direcionadores para investimentos no setor

Fonte: KPMG


Pouco mais de 34% dos líderes empresariais enxergam um retorno dos negócios à normalidade somente a partir do ano que vem, enquanto o mesmo quantitativo de entrevistados afirmou que as empresas e operações mudaram para sempre com a pandemia. Estas são as principais conclusões da pesquisa “CEO Outlook Pulse 2021”, conduzida pela KPMG com 50 executivos do ramo de seguros, em nove países. 

O levantamento também aponta dados sobre a retomada do crescimento dos negócios, as visões dos líderes do setor sobre a distribuição da vacina, os principais riscos organizacionais e as prioridades de transformação dos negócios no futuro próximo. O estudo revelou ainda que a maioria (90%) dos CEOs deseja garantir a segurança da equipe, solicitando aos funcionários que notifiquem a empresa quando forem vacinados. 

“Observamos que, para os líderes das seguradoras, três fatores serão essenciais para o retorno à normalidade: uma campanha bem sucedida de vacinação em massa, uma queda significativa da infecção por covid-19 nos principais mercados e o estímulo governamental para que os negócios possam voltar a operar novamente”, resume a sócia-líder do segmento de seguros da KPMG, Érika Ramos. 

A confiança dos CEOs do setor segurador no crescimento das empresas, indústrias e países no período de três anos é elevada, mas oposta às perspectivas para a economia global. Segundo a pesquisa, 62% dos líderes de seguradoras estão interessados em efetuar fusões e aquisições no próximo ano, com três principais direcionadores para investimentos no setor. O primeiro consiste em aumentar a participação de mercado; o segundo passa por integrar novas tecnologias para transformar a experiência do cliente e, por fim, desenvolver tecnologias disruptivas que tenham potencial de transformar o modelo operacional das seguradoras. 

Já os riscos ambiental e climático continuam sendo preocupantes para as empresas, com 90% das seguradoras procurando manter os ganhos relacionados à sustentabilidade e à mudança climática obtidos durante a pandemia. Além disso, quase todas (98%) aumentou o foco no componente social das práticas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança). 

O estudo analisou ainda o impacto de longo prazo da pandemia sobre as seguradoras, que deverão focar, principalmente, em tecnologia e na experiência do cliente. A maioria (76%) das empresas do setor pretende utilizar-se da colaboração digital e das ferramentas de comunicação, com o engajamento do cliente feito predominantemente via plataformas digitais e com modelo operacional digitalizado. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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