Catástrofes causam perdas seguradas de US$ 20 bi no semestre

As perdas econômicas globais totais de desastres caíram para US$ 36 bilhões no primeiro semestre de 2018, ante US$ 64 bilhões no mesmo período do ano anterior, disse a Swiss Re na quinta-feira. As perdas globais seguradas por desastres caíram para US$ 20 bilhões, abaixo dos US$ 30 bilhões, segundo estudo divulgado ontem pela Swiss Re. A tempestade de inverno Friederike foi o maior evento, com perdas seguradas de US $ 2,1 bilhões. A rival Munich Re havia dito no mês passado que as perdas gerais provocadas por tempestades, inundações e terremotos diminuíram quase pela metade nos primeiros seis meses, para US$ 33 bilhões, a mais baixa em 13 anos, enquanto as seguradoras pagaram US$ 17 bilhões por reclamações de desastres naturais.

Olhando para o futuro, a Swiss Re observa que as recentes secas e ondas de calor podem significar maiores perdas advindas de juros de seguro e resseguro, até o final de 2018. Além disso, a resseguradora acredita que isso poderia indicar uma nova normalidade nos períodos mais quentes e secos.

“Esperamos ver condições meteorológicas mais extremas, como ondas de calor intensas e períodos de seca como o que vimos nas últimas semanas. Isso pode muito bem se tornar o novo normal”, explicou Martin Bertogg, chefe de risco de catástrofe da Swiss Re, em comunicado distribuído aos jornalistas. De acordo com modelos climáticos científicos, a temperatura e a umidade atmosférica aumentarão em muitas partes do mundo e, ao mesmo tempo, também se tornarão mais voláteis.

Uma série de tempestades de inverno na Europa e nos EUA causou as maiores perdas no primeiro semestre de 2018. Globalmente, cerca de 3,9 mil pessoas perderam suas vidas ou desapareceram. em eventos de desastre durante os primeiros seis meses de 2018, comparado a aproximadamente 4,6 mil para o mesmo período em 2017.

 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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