Executivos apontam mais oportunidades do que desafios para o segmento de vida e previdência daqui para frente

1511231_10203890364714450_44735757893546983_n“O Ministério da Fazenda é parceiro da indústria de seguros e afirmo a vocês que podem contar com o nosso apoio na busca do processo de aperfeiçoamento deste setor, que tem mais oportunidades do que desafios pela frente”, afirmou Paulo Rogério Caffarelli, Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, durante a cerimônia de abertura do VII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, promovido pela FenaPrevi entre hoje e amanhã, em São Paulo, com a participação de mais de 500 executivos e especialistas do setor para debater tendências do mercado de previdência complementar aberta e de seguros de vida.

Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e que ex-presidente da Fenaprevi, fez questão de ressaltar na abertura do evento que essa é a primeira vez que um representante do Ministério da Fazenda participa do Fórum. “Agradeço a sua presença e também a escolha de Roberto Westenberger como Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Estamos cercados de pessoas que conhecem o nosso mercado e contribuirão de forma efetiva para o crescimento deste setor, que forma com o governo uma importante Parceria Público Privada ao prover à sociedade proteções securitárias acima do patamar básico garantido pelo governo, com a oferta de planos de previdência complementar, planos de saúde privados e outros seguros que ajudam a construir um cenário melhor para todos”, enfatiza.

Osvaldo Nascimento, presidente da Fenaprevi, destacou o momento politico no qual o evento é realizado. “O Brasil acaba de reeleger Dilma Rousseff como presidência da República numa acirrada disputa, com a menor margem já vista, o que sinaliza claramente que a sociedade deseja mudanças”. O executivo afirmou que a Fenaprevi está alinhada com os compromissos alinhados pela da presidente Dilma logo após ter sido eleita. “Para nós, o mais importante é manter o diálogo”, acrescenta.

Em termos econômicos, Nascimento cita a importância do combate a inflação, a prioridade de uma política fiscal e o foco no crescimento econômico, além do combate implacável à corrupção e mais transparência na gestão pública. “Também destaco que priorizar a educação e fazer a reforma politica mediante consulta popular são desejos da presidente alinhados com os do nosso setor. Com certeza, o maior vencedor será o cidadão brasileiro”, afirma. Referindo-se especificamente ao setor de previdência, Nascimento destaca que é primordial que o País tenha estabilidade econômica, preservação da renda do trabalhador, estabilidade de regras, bem como perspectivas para a previdência social, que deve continuar passando por micro reformas.

De acordo com Roberto Westenberger, superintendente da Susep, a longevidade coloca nos ombros das companhias do mercado segurador uma grande responsabildiade, que foge ao marco econômico e tem um cunho social muito abrangente. “Fico feliz que as cabecas pensantes estão reunidas para debater esse futuro que já esta ai. A Susep está fazendo a sua parte, estimulando o laboratório de produtos, que já conta com cinco na mesa de estudo, entre eles três de previdência: o VBGL Saúde, o Universal Life e o desenvolvimento de resseguro para os fundos de pensão no risco de longevidade”, citou, ressaltando que para conseguir sucesso nessa empreitada é preciso juntar forças. “Regulador, fabricantes dos produtos e corretores são peças fundamentais para levar ao consumidor as proteções ofertadas pela indústria e assim desenvolver ainda mais o mercado segurador do que já presenciamos nos últimos anos, com o salto na participação do PIB de 2,4% em 2003 para 4% em 2013”.

Os investidores apostam no Brasil, afirmou Caffarelli. “As reservas somam US$ 375 bilhões, a dívida líquida correspondente a 35,9% PIB e registramos US$ 66 bilhões de investimento estrangeiro direto neste ano, o mesmo patamar de 2010, quando o crescimento do País foi bastante significativo”, ressaltou. Esses dados, além de mostrar um alívio, não reduzem os desafios do governo com trazer a inflação do teto da meta para um nível mediano e trazer os juros para um patamar internacional.

Mesmo diante de um cenário nacional e internacional desafiador, o secretário periodizou o investimento. “O Brasil terá de priorizar uma série de inventimentos, principamlente em infraestrutura. O volume de recursos que temos, quase R$ 1,5 trilhão nos próximos oito anos. Recursos do BNDES, uma vez que nao temos funding de 20 anos ainda no Pais, mas o grande ator dessa revolução de infraesturutra vai passar pelo mercado de capitais, operações de corporate finance, project finance, poupança interna, na qual as empresas de seguros têm papel fundamental, e também investimento estrangeiro”, citou.

Além de serem investidoras institucionais, com mais de R$ 400 bilhões administrados em ativos, as seguradoras são provedoras de seguros que visam proteger os empreendimentos de perdas patrimoniais por acidetentes aleatórios. “Enfim, temos mais oportunidades do que desafios e quero reforçar que o Ministério da Fazenda está disposto a contribuir para a construção do desenvolvimento deste setor”.

Armando Vergílio, presidente da Fenacor, destacou dois grandes desafios sob a ótica do corretor de seguros. “O primeiro é termos produtos que sejam interessantes para os corretores venderem”, diz. Hoje, boa parte do crescimento da previdência se deve ao VGBL, um produto que não tem grande atratividade de distribuição via corretor e por isso é dominado pela distribuição via bancos. O segundo, acrescenta, é discutir a autoregulação da distribuição via agentes. “Não adianta ter farta distribuição sem ter a fiscalização”. Superando esses dois desafios, o próximo passo é terA produtos atrativos. “E para isso peço ao Caffarelli e ao titular da Susep o apoio na agilização da aprovação do VGBL Saúde que está na pauta do governo há alguns anos”.

Mauro Batista, presidente do Sindseg-SP, comemorou o fato de o setor contar com o apoio do governo no desenvolvimento doseguro, “que passa a cada dia a ter um contexto muito importante na vida das pessoas. Já temos notícias de que a pesoa que vai viver 150 anos já nasceu, E isso sinaliza que muitos seguros serão necessários para todos os ciclos de vida das pessoas”.

Luciano Snel, representante da Comissão Organizadora, agradeceu o empenho de todos para a realização do evento. “A participação de todos foi muito valiosa para trazermos para o evento renomados especialistas internacionais em medicina de seguros, medicina regenerativa, em canais de distribuições e novas tecnologias, que nos ajudaram a diagnosticar os impactos de tudo isso no setor e aprofundar os debates sobre as estratégias que devemos adotar para continuar construindo um setor sólido e moderno”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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