A Copa do Mundo na África do Sul movimentou um volume de seguros muito acima da estimativa dos executivos. Segundo divulgou ontem o Lloyds of London, o evento esportivo conta com seguros de US$ 9 bilhões para os mais diversos riscos. Seja para cobrir prejuizos dos organizadores e patrocinadores com a não realização do evento até despesas com intoxição alimentar dos torcedores por alimentos servidos nos estádios.
Este é um programa de seguros que conta com a participação de um grande número de corretores, seguradoras e resseguradoras, devido ao envolvimento de uma infinidade de empresas, de diversas nacionalidades e nichos de negócios. Geralmente há uma grande disputa pelos contratos, uma vez que este evento traz prestígio e pouco sinistro, tamanha é a logística de segurança envolvida.
A maior apólice, de US$ 4,3 bilhões, é a de “property”, que no Brasil é conhecida como ramos elementares por garantir danos a bens. Nela estão incluídos os 10 estádios e as vilas onde ficam os jogadores das 32 seleções que começam a disputar no próximo dia 11.
A apólice de “no show”, na qual até o IRB Brasil Re participa, tem praticamente o mesmo valor da primeira e cobre o cancelamento ou adiamento de jogos pelos mais diversos fatores, como problemas administrativos ou mau tempo e visa cobrir os prejuízos dos patrocinadores, desde redes de televisão até o carrinho de cachorro quente que abastece os torcedores durante as partidas. Segundo o Lloyds, há registro de apenas um “no show” na história da Copa do Mundo: durante a Segunda Guerra Mundial. Por ser Guerra, um evento excluído da cobertura de seguro, possivelmente não foi registrado sinistro.
A principal apólice em termos de sustentabilidade é a de responsabilidade civil, que cobre danos causados a terceiros durante a realização do mundial, seja por desabamento de arquibancas, seja no transporte de equipamentos que envolvem o evento. Outra apólice comum e também contratada para a Copa da África é que de acidentes pessoais para os integrantes das seleções.