As operações de seguros, previdência e capitalização registraram lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2009, 2,8% acima dos R$ 2,6 bilhões de 2008, representando 34% do lucro líquido do banco Bradesco, que atingiu R$ 8,012 bilhões em 2009, aumento de 5,1% em relação ao resultado obtido em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio do grupo segurador chegou a 27,1%.
A maior parte do lucro do Bradesco com seguridade vem da operação de previdência e vida, que respondeu por R$ 1,5 bilhão. Ramos elemetares e Auto contribuiu com R$ 473 milhões do lucro (alta de 38%); Capitalização obteve ganho de R$ 221 milhões e Saúde, apesar dos efeitos da gripe suína e provisões, fechou o ano com lucro de R$ 462 milhões.
Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, a perspectiva é de que a área de seguridade continuará com a mesma participação no resultado do banco, que já é expressiva e a maior entre os bancos que operam no setor. Em bancos concorrentes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, a participação de seguro no lucro das instituições não ultrapassa 15%.
De acordo com informações dos executivos, a alta no lucro se deu em razão da melhora do desempenho financeiro entre outros efeitos tributários. Na avaliação do executivo, a indústria de seguros é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente na venda massificada. A estratégia é crescer de forma orgânica, afirma Trabuco. Estar em cobertura nacional, oferta de todos os produtos, incrementando o número de parceiros de distribuição para atender a demanda.
O faturamento em seguridade chegou a R$ 26 bilhões, crescimento de 13,8% em relação ao resultado de 2008. Trabuco cita o crescimento de 16% no volume de prêmios no ramo saúde, de 15% no ramo de automóvel, de 15% em vida, de 13,8% em previdência e 17,2% em capitalização. “Como pode ver, o modelo de negócios do grupo está ajustado para um país das dimensões do Brasil”, comenta.